quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O mercado Imobiliário: tradição na cidade de São Paulo

O mercado imobiliário sofre com a tradição de ser o que é. Item de necessidade: a moradia, seja qual o padrão, todos moramos em algum lugar para chamar de lar.
Similar a outras indústrias, com produtos ou serviços, algumas já modificadas, extrapolaram, aconteceram disrupturas em seus respectivos mercados, como exemplo aplicativos de viagem, de carro, de seguros, entre algumas outras.  Foram muito bem aceitos no geral, tanto pelos usuários, agregaram novos usuários e a operação como um todo, a não ser claro a concorrência. E no Brasil particularmente a concorrência está no poder,  quando digo poder quero dizer tbm no poder que regem a leis locais, como poder legislativo, e que votam obviamente contra...  Mas é sempre mais difícil brigar com algo em curso e já bem aceito. Já com streaming de vídeos, o Netflix, rompeu com um mercado e levou vídeos a milhares de dispositivos.
No imobiliário ainda somos obrigados a conviver com um mercado estabelecido e com dificuldades de se reinventar. Tem-se a ideia, pensada pelos executivos ou analistas com insigths, mas que acabam sendo barrados pela tradição.
No geral os interlocutores facilitaram sim o entendimento, conciliam a tecnologia, e ensinam o digital para os boards diretivos. Mas somente as Startups inovaram realmente. O Quinto andar aqui no país e fora do país UBER House engatinhando.

Alguns exemplos desta tradição que impedem as melhorias dos serviços e engessam a percepção real deste mercado:
  • Menos é mais neste atual cenário.  E o famoso: "venha tomar um café conosco". Mas será mesmo que os clientes querem tomar este café? Ou receber uma ligação de oferta de uma espécie de call center, que diz-se consultor ou um associado? Acredito que não.
  • Não apresentar a localização do imóvel em um aplicativo de compra e locação de imóveis é no mínimo intrigante.
  • O funil de conversão quanto mais curto melhor. E esta sensação é passada, obviamente aos prospects e os clientes mais atentos, na sua maioria cumprem o papel crítico a risca e muitas vezes rechaçam os profissionais da área.
O próprio mercado imobiliário sai perdendo com esta falta. Com simples análises: desde a "prateleira" dos produtos, ou como estes são destacados, ou até a qualidade de serviços prestados.

A economia gira sempre, estamos comprando e vendendo a todo momento, e desta forma o mercado imobiliário como existe e persiste continuará engessado até que novas cabeças iniciem uma nova dinâmica, de mudar o conformismo absoluto estabelecido até então.
Nota-se um movimento maior das incorporadoras neste sentido de inovar, mas algo ainda lento pois fazem parte do atual cenário. Sabemos o quão difícil é largar o osso, mas este osso é justamente o mercado imobiliário, predominantemente ultra-conservado.
O bom neste momento são os lançamentos que estão vindo com tudo novamente, trazendo consigo muitas mudanças depois do período da maior receção econômica no Brasil democrático, e a percepção econômica volta a melhorar para todos os bolsos e gostos.
Os profissionais que entendem este atual cenário trabalham de maneira mais assertiva, mais soltos no mercado.

Em resumo, a falta de profissionalismo deste mercado sofre pela falta de empenho dos donos de imobiliárias que preferem aumentar ou diminuir o tamanho de suas empresas, do que se reinventarem a fim de melhorar e aumentar a percepção positiva do mercado. Na mesmice dos últimos 60 anos, com a diferença de estarem presentes no digital, em mais canais e dispositivos.