30 de maio de 2012

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Quando este, a ti pertence

Enfrentar uma situação que à ti fora concebido,
à sua medida e com discrição deverá ser atendido,
entendido se assim preferir

Compartilhar a dor,
Por crer na unidade à sua causa

Criticado, sem crítica alguma,
Sem botar para fora, sem pestanejar,
o velado é cego

A dor acumula-se sem saber
A ilusão é lúdica


Serenidade na questão é respeitar a provação.

14 de março de 2012

Astuto Viver

Peco em saber,
se serei absolvido
Peco em ser,
só eu envolvido

Na luxúria de pensar,
com arquitetura em traços finos,
seguir adiante e sentir a libido
O paladar aguça em notas sutis

Sentir arrepio de meretriz,
do sabor marcado,
Fazer do finito
um parecer infinito
Como pôr do sol,
a repetir.
Na astuta liberdade,
em viver.